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RITO DE PASSAGEM

Desde a última segunda-feira – 06 de julho de 2015 – eu passei a agregar o título de Mestre ao meu nome, que, aliás, não sei se disse, vai mudar, assim como tudo por aqui (por dentro e por fora). A quem interessar possa: o meu ritual de passagem foi documentado e pode ser conferido aí embaixo.

Estou realmente muito feliz com o resultado final e particularmente impressionado com os cometários dos avaliadores. Quebrei – como SEMPRE – o protocolo e excedi o tempo (se achou grande, clica aqui) e ainda terminei com um “podem aplaudir”, seguido por um “não sei se podia mesmo aplaudir” do meu orientador.

Essa pseudoformalidade desse academicismo pedante me dá coceiras às vezes. Por isso me revolto. Sempre que faço uma gracinha, uma piadinha, uma caretinha, falo uma merdinha, um palavrãozinho, uma giriazinha exxxxperta é a minha microrrevolução contra essa baboseira toda e ninguém pode falar nada porque bitch, I’m Madonna Mestre.

Desde o início desta semana tenho imitado o Golias e arranhado a garganta com um imeeeeeenso e sonoro Ualaaaaarrrrr

Vlw. Flw. BEAJs!

sabe o que pode acabar com a família brasileira?

A falta de informação pode destruir a família brasileira, pois a falta de informação transforma-se em preconceito de gênero, raça e religião e outros mais e é esse preconceito que mata milhares de pessoas todos os dias, é esse preconceito que subjuga minorias e transforma a sociedade em um lugar desigual e horrível de se viver, é esse preconceito que faz com que você ache absurdo duas mulheres se beijando na TV, é esse preconceito que faz com que você desrespeite o outro só pelo fato dele ser diferente de você. Foi um pouco desse preconceito que moveu Hitler, foi um pouco desse preconceito que moveu a escravidão, foi esse mesmo preconceito que permitiu o abuso e o desrespeito às mulheres e é esse o mesmo preconceito que mata índios, negros, mendigos, bêbados, gays e mulheres nas ruas das grandes cidades todos os dias, inclusive no momento em que eu estou escrevendo esse texto. Fique tranquilo o beijo de duas senhoras na TV não fará com que sua vovozinha saia desesperada na rua a procura de uma outra vovozinha para beijar…. Fique tranquilo sua mulher não te trairá com outra, ou seu marido com outro após verem o beijo de Nathália Timberg e Fernanda Montenegro na televisão…. Se isso acontecer, pode ter certeza que a culpa não é do autor da novela e nem dessas atrizes “pervertidas”, isso envolve questões muito mais complexas. Precisamos de famílias que se formem por laços de sangue e/ou afetivos, de famílias que se amem e respeitem o próximo, de famílias que unam muito além da questão do gênero, da religião ou da cor da pele, de pais que ensinem seus filhos a respeitarem o próximo independente de qualquer coisa… Quando existirem famílias assim não haverá o medo da destruição, não haverá o desespero de ver tudo ruir após uma simples cena de amor na TV, não haverá preconceito e tanta indignação com algo tão simples e singelo…um beijo.

LUCAS TOLEDO DE ANDRADE

O QUE EU PENSO DO MEU TRABALHO

“[…] A literatura, por sua vez, foi e, enquanto existir, continuará sendo um denominador comum da experiência humana. Aqueles de nós que leram Cervantes, Shakespeare, Dante ou Tolstói entendem uns aos outros e se sentem indivíduos da mesma espécie porque, nas obras desses escritores, aprenderam o que partilhamos com seres humanos, independentemente de posição social, geografia, situação financeira e período histórico. Nada nos protege melhor da estupidez do preconceito, do racismo, da xenofobia, do sectarismo religioso ou político e do nacionalismo excludente do que esta verdade que sempre surge na grande literatura: todos são essencialmente iguais. Nada nos ensina melhor do que os bons romances a ver nas diferenças étnicas e culturais a riqueza do legado humano e a estimá-las como manifestação da multifacetada criatividade humana. Ler boa literatura é ainda aprender o que e como somos – em toda a nossa humanidade, com nossas ações, nossos sonhos e nossos fantasmas -, tanto no espaço público como na privacidade de nossa consciência. Esse conhecimento se encontra apenas na literatura […].”  Mario Vargas Llosa

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